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Olá!
Em tempos de discussão
sobre política, sobre ética, sobre transformação social, o boletim
do Projeto Juventudes e Ação Política - JAP - pergunta: Por
que participação política da juventude? Qual a importância
de preparar a juventude para a participação política, a
interferência direta na sociedade, de forma embasada e consciente?
Nesta edição, buscamos responder a essas perguntas dialogando com
especialistas e com os próprios jovens.
As significativas
transformações sociais, culturais, comportamentais aconteceram com a
participação protagonista e incisiva da juventude. A própria
história do país carrega em suas páginas capítulos fundamentais e
decisivos de participação dos jovens, atores da construção desta
sociedade, ainda que nem sempre reconhecidos e empoderados. Hoje, os
47 milhões de brasileiros (segundo dados do IBGE) dispõem de
múltiplas possibilidades de intervenção na sociedade e desejam que
seus espaços de participação autônomos sejam reconhecidos.
Para o autor Luís Groppo, sociólogo e pesquisador, tanto
para os poderes conservadores quanto para os reformistas, a
juventude é reconhecida como potência de transformação social, como
força motriz para a construção de uma nova sociedade. Por conta
disso, a formação e orientação dos jovens para a atuação na
sociedade se faz uma necessidade concreta. Ocupando a lacuna deixada
pela escola, que nem sempre acompanha as modificações sociais, os
movimentos sociais no Brasil encontraram caminhos diversificados
para estimular e preparar o jovem para a participação política e
cidadania. Por outro lado, continuam legítimos e reconhecidos os
espaços de formação como os grêmios estudantis, as alas jovens dos
partidos. A cultura, a música, a arte, o esporte também são vias de
empoderamento do jovem, que nesses espaços encontra sua forma de
agir e transformar.
Para refletir sobre a
importância da qualificação da participação política do jovem,
caminhos e possibilidades para a sua intervenção na sociedade, o
boletim do JAP buscou entender um pouco o conceito de Política, do
que se entende por participação política e caminhos para a promoção
desta prática. Convidamos você leitor a fazer parte dessa discussão
e a pensar conosco sobre a importância da ação política da
juventude. Boa leitura!
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A vivência em comunidade determina a
necessidade de criação de espaços de negociação e articulação.
É preciso mais do que pensar a política como um espaço para
partidos, negociatas, jogos de poder escusos, a política é
acima de tudo o ambiente para o exercício da cidadania e
espaço para argumentação. Buscar consensos, caminhos que sejam
os mais interessantes e equânimes para todos fazem parte da
arte de fazer política.
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Cidadania e participação política são quase sinônimos e
autodeterminantes. Cidadão é aquele indivíduo que goza dos
direitos e condições para participar da vida política de sua
sociedade. Ser cidadão implica em intervir nos negócios do
Estado, opinar e atuar direta ou indiretamente na formação do
governo e na sua administração. A cidadania é determinada pela
participação política, social e econômica dos sujeitos. E a
participação política não tem uma única forma de existência. O
voto, a militância, a participação partidária, a representação
nos espaços deliberativos, a manifestação são algumas das
muitas formas de participar politicamente da vida de uma
nação. Nem sempre fácil de mensurar, a participação política
pode acontecer através de um envolvimento direto com as
questões de ordem pública, mas também passando por caminhos
indiretos, através de instituições híbridas, religiosas,
esportivas ou culturais.
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A participação política movimenta e dá sentido à
democracia. E ela possibilita que a sociedade cobre, decida,
invente, exija seus direitos, proponha novos direitos, dê
movimento à vida política de uma nação. Porém, para a
participação ocorrer realmente são necessários alguns recursos
para tornar possível a conscientização para a cidadania
ativa.
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Jovens que têm na sua prática algo mais do que a
legitimação da ação de adultos. Este é o fruto principal que
muitas formações na área de participação política almejam:
empoderar jovens, com autonomia, qualidade e independência.
Participar politicamente seria como o público de um
espetáculo, que num dado momento assume o papel de ator
principal, condutor da trama. É ser um ator, um sujeito ativo
na condução da sua história e da comunidade onde vive. É estar
no mundo também como autor e criador desse
mundo.
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Tytta
Ferreira Rede de Jovens do
Nordeste e Conselheiro Nacional de
Juventude
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Outras formas e espaços também
existem nos movimentos culturais, campesino,
sindical, comunitário, nas lutas contra o racismo,
o machismo, a homofobia e muitas outras. Sem falar
nos espaços criados pelo governo, as várias
conferências, dos mais variados temas, que
precisamos participar cada vez mais, levar a cara
e a voz da juventude. Sem falar, é claro, no voto,
que não podemos abrir mão.
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Thiago
Franco Presidente da União Brasileira
dos Estudantes Secundaristas –
UBES |
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Taíse
Chates, 20 anos,
coordenadora administrativo-financeira do Centro
de Educação e Cultura Popular - CECUP -, membro do
comitê de mobilização e articulação da Rede de
Jovens do Nordeste e estudante de Ciências Sociais
na Universidade Federal da Bahia |
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Emerson
Quaresma 23 anos, repórter do jornal
amazonense “A Crítica” e articulador da Rede Sou
de Atitude no Amazonas
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